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Do Interior para o Exterior? Como Transplantar, Temporizar e Aclimatar as Suas Plantas de Cannabis para a Época de Cultivo ao Ar Livre

Se nunca experimentou o cultivo de cannabis ao ar livre, poderá não compreender por que razão vale a pena o esforço meticuloso de preparar as suas plantas para o rigoroso ambiente externo.

Mas quando vir plantas monstruosas a crescerem do tamanho de árvores, com cada uma a render vários quilos de flores secas, compreenderá rapidamente por que razão tantos cultivadores optam por cultivar a sua cannabis ao ar livre.

Uma das primeiras perguntas que os cultivadores fazem é…

Quando devo transplantar a cannabis para o exterior? 

E a resposta simples é: depende.

Para começar, deve considerar o seu clima local. 

Se transplantar a sua cannabis antes de terminarem todos os riscos de geada da época fria, as suas plantas poderão sofrer danos ou morrer devido ao frio extremo.

E tão importante quanto isso, deve considerar…

O Fotoperíodo da Sua Localização

Tenha em conta a distância do seu jardim em relação ao equador e, consequentemente, a duração do dia. 

Comumente conhecido como fotoperíodo, é este que desencadeia os processos hormonais reprodutivos nas suas plantas. Se colocar as plantas no exterior demasiado cedo ou demasiado tarde, elas não se desenvolverão adequadamente.

Nas regiões mais a sul do Hemisfério Norte, incluindo o sudoeste e sudeste dos EUA, os dias mais longos do ano raramente ultrapassam as 14,5 horas, incluindo o amanhecer e o crepúsculo, períodos em que a luz solar direta não atinge as suas plantas.

Em contrapartida, no Noroeste do Pacífico, a duração máxima total do dia de verão em Seattle pode chegar às 16 horas, enquanto em Anchorage, no Alasca, pode atingir as 20 horas no pico do verão. 

Se estiver a cultivar plantas de cannabis fotoperiódicas ao ar livre, estas durações de dia nem sempre são as ideais.

A cannabis fotoperiódica prospera com 18 horas de luz na fase vegetativa e 12 horas de luz durante a fase de floração.

Se receberem apenas 14 a 15 horas (ou menos) de luz por dia na fase de crescimento, o desenvolvimento irá abrandar e as plantas poderão começar a florescer precocemente. Quanto mais próximas estiverem de ter apenas 12 horas de luz por dia, maior será a probabilidade de iniciarem a floração.

Suponhamos que vive no sul da Califórnia, Texas ou Flórida, e deseja cultivar cannabis ao ar livre este ano. Se iniciar as suas plantas no interior e as mover para o exterior no mês de maio, elas receberão cerca de 13 horas de luz por dia. Muitas estirpes (especialmente as desenvolvidas para locais exteriores mais a norte) começam a florescer assim que são movidas para o exterior. Em vez de ganharem altura, como as plantas fotoperiódicas em fase vegetativa fazem sob 18 horas de luz artificial, as plantas apenas manifestam o estiramento da fase de floração, acabando muitas vezes por ficar mais pequenas do que a média.

Para agravar a situação, um número inadequado de horas de luz no momento errado desencadeia respostas de stresse que podem causar hermafroditismo, mutações e rendimentos decepcionantes, com flores de baixa potência. 

Assim, percebe-se por que razão é tão importante considerar a sua localização ao cultivar cannabis ao ar livre.

cultivo de cannabis ao ar livre

Iniciar as Plantas para Maximizar o Sol de Verão no Cultivo de Cannabis ao Ar Livre

A prática mais simples e infalível para transplantar plantas de cannabis fotoperiódicas para o exterior é iniciá-las no interior, sob 18 horas de luz, em meados de maio. Desta forma, terão completado quatro a cinco semanas de fase vegetativa no interior quando chegar o solstício de verão em junho.

Ao cultivar variedades que pretende terminar no interior, certifique-se de que a fase vegetativa se mantém entre as três e as cinco semanas. 

Se ultrapassar este tempo, acabará com plantas enormes, demasiado largas e altas para um espaço interior, a menos que os seus tetos tenham mais de 3,5 metros de altura. As suas plantas também podem ficar sem espaço radicular se as deixar permanecer na fase de crescimento durante demasiado tempo.

Quando planeia transplantar cannabis para o exterior, pode tirar pleno partido do espaço ilimitado disponível. 

A menos que tenha motivos para cultivar plantas mais baixas por questões de segurança — como viver num bairro com elevada densidade populacional — o objetivo é que elas cresçam o máximo possível.

Por esta razão, pode mantê-las na fase vegetativa no interior por muito mais tempo do que se o cultivo fosse totalmente indoor, colocando-as em vasos de grandes dimensões e podando-as para criar uma ramificação densa. Muitos cultivadores aguardam pelo solstício de verão para as plantar no seu ambiente externo.

Poucos meses após o solstício de verão, em quase toda a América do Norte (exceto no Alasca), o total de horas de luz diárias começará a cair para as 12 a 14 horas. Por essa altura, a maioria das estirpes terá iniciado a floração, que estará concluída, o mais tardar, até ao final de novembro.

outdoor grown big bud

Aclimatar as Plantas de Cannabis ao Exterior

Nenhuma discussão sobre a transição de plantas de cannabis para o exterior está completa sem o tema crucial da aclimatização, garantindo que as plantas sobrevivam à mudança.

A maioria das luzes de cultivo indoor carece da intensidade e do espetro solar, especialmente os da primavera e do verão. De facto, mudas saudáveis que crescem vigorosamente no interior sob 18 horas de radiação HID ou LED podem sofrer danos graves se forem transportadas abruptamente para o exterior sob sol pleno, mesmo que apenas por algumas horas diárias.

Para evitar este choque e danos, considere colocar as mudas à sombra de árvores ou num “shade house” — uma estrutura de proteção com material que filtra a luz solar o suficiente para proteger as plantas jovens que ainda não estão habituadas à luz direta.

Após alguns dias no exterior à sombra, e assim que as plantas tiverem pelo menos cinco pares de folhas verdadeiras, comece a expô-las ao sol direto por curtos períodos, evitando as horas de maior intensidade (entre as 11h00 e as 14h00).

Em alternativa, exponha-as ao sol pleno no início da manhã ou no final da tarde, para que se possam ajustar gradualmente à força dos raios solares. 

Com esta estratégia, e dependendo da estirpe, as suas plantas serão capazes de suportar sol direto durante todo o dia num prazo de uma a quatro semanas.

cultivo de cannabis ao ar livre

Fortalecer as Plantas de Cannabis sob Calor e Humidade

Aclimatar a cannabis também significa ajustar as plantas iniciadas no interior aos níveis de calor e humidade do exterior.

A melhor forma de proteger as raízes é plantar diretamente no solo, para que a massa radicular esteja protegida pela terra. 

As plantas cultivadas em vasos à superfície enfrentam uma condição pouco natural, na qual o sol atinge as raízes quase diretamente, protegidas apenas pela fina camada de material do vaso. Os vasos pretos expostos ao sol pleno são fatais para o sistema radicular.

Muitos cultivadores optam por vasos de tecido de 100 a 400 galões (aprox. 380 a 1500 litros), que são resistentes, fiáveis e reutilizáveis.

Além disso, os vasos de tecido oferecem o benefício adicional da poda radicular aérea e de um fluxo de ar oxigenado que os vasos rígidos não conseguem proporcionar. Agora que discutimos as estratégias para evitar o sobreaquecimento da zona radicular, falta abordar o calor e a humidade.

Analisemos duas condições ambientais opostas — mas igualmente importantes.

Cultivo em Climas Quentes e Secos

Regiões como o Sul da Califórnia, Arizona, Utah, Nevada e Texas apresentam baixa humidade, sol intenso, solos maioritariamente arenosos e temperaturas elevadas. No que toca ao cultivo de cannabis ao ar livre, esta é a receita para o desastre, a menos que a rega seja feita com a frequência necessária.

A baixa humidade pode drenar a vitalidade das plantas durante os picos de temperatura, uma vez que estas não conseguem absorver água da zona radicular com a rapidez necessária para sobreviver — ou poderá nem haver água suficiente para absorção.

Cultivo em Climas Quentes e Húmidos

Em contrapartida, em condições de calor e humidade elevados, os problemas são inversos. A zona radicular pode ficar saturada se a pluviosidade for excessiva, o que compromete a função radicular. O ar pesado e húmido desincentiva a transpiração foliar, uma função vital para o transporte metabólico de nutrientes e para a fotossíntese. Se pesquisou antecipadamente e escolheu as estirpes mais adequadas às condições climáticas do seu cultivo exterior, as suas plantas terão maiores probabilidades de sobreviver.

Em alguns casos, se tiver infraestrutura para tal (o que será improvável num cultivo remoto em modo “guerrilha”), poderá instalar nebulizadores para arrefecer as plantas através de uma névoa fria aerossolizada. Esta abordagem oferece a vantagem adicional de permitir o uso de controlo de pragas natural e de nutrientes por via foliar para alimentar e proteger as plantas.

Melhores Produtos Advanced Nutrients para Aclimatização e Transplante de Cannabis ao Ar Livre

Em todos os casos, os cultivadores de exterior devem tirar partido de produtos de proteção como o B-52®, um complexo de vitamina B que ajuda as plantas a combater o stresse, e o Rhino Skin®, a única fórmula hidropónica de silicato de potássio concebida especificamente para a cannabis. O Rhino Skin ajuda as plantas a construir paredes celulares mais resistentes e glândulas de resina, estabelecendo uma base sólida para suportar o peso elevado das flores.

Pode também utilizar o estimulador de floração Tasty Terpenes™, que contém uma infinidade de substâncias naturais que fortalecem e protegem as plantas sob stresse. Utilizar água fresca para hidratar as plantas durante os períodos de maior calor é também uma estratégia inteligente.

táticas de cultivo de cannabis ao ar livre

Resumo sobre Temporização, Transplante e Aclimatização

Aqui está um breve resumo das táticas para transplantar cannabis com sucesso no exterior:

  • Inicie as plantas de forma a garantirem um desenvolvimento suficiente na fase vegetativa antes de as colocar no exterior perto do dia mais longo do ano (o solstício de verão, a 21 de junho). 
  • Escolha as estirpes mais adequadas ao seu clima, condições de segurança e duração do fotoperíodo. 
  • Aclimate as plantas através de uma exposição gradual ao sol e mantenha as zonas radiculares protegidas.
  • Se possível, altere o ambiente externo das suas plantas utilizando nebulização fria e água suficiente na zona radicular. 
  • Plante diretamente no solo ou em vasos de tecido branco para evitar danos radiculares causados pela transferência de calor radiante. 
  • Alimente as suas plantas com B-52, Nirvana e Rhino Skin para fornecer nutrientes que auxiliem no combate ao stresse e na construção de tecidos vegetais mais fortes.

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Sobre o Autor

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